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16/10/2014
 
Entrevista: conheça a trajetória de conquistas do ultramaratonista e palestrante Paulo de Almeida
Próximo desafio será o Triathlon San Diego, no dia 19/10

Na bagagem mais de 60 maratonas, quatro ultramaratonas e muitos títulos, como hexacampeão da Maratona de Nova Iorque (EUA) e ser o primeiro atleta com deficiência a completar a Comrades, tradicional prova de 90 quilômetros pelas montanhas da África do Sul.  O ultramaratonista Paulo de Almeida não se cansa e o próximo desafio é o Triathlon San Diego, no dia 19/10.

 

Na rotina diária, 18km de corrida e mais 2hs de musculação, natação ou bike para garantir o condicionamento físico. Mas se a competição é uma ultramaratona, a preparação é de no mínimo seis meses e treinos que chegam a durar 7hs na Rodovia dos Bandeirantes.

 

As conquistas e vitórias no esporte proporcionaram muitas outras oportunidades, como ministrar palestras e auxiliar atletas amputados. Sua palestra já foi assistida por empresas como Ponto Frio, Petrobrás, Schin, USP, UNIBAN, UNIP e Sanofi. Em entrevista à ADD, ele conta um pouco mais sobre essa outra trajetória de sucesso:

 

Como se mantém motivado?

Não enxergo meu problema, tenho foco para fora. Conheço tanta gente cuja limitação física é tão maior que a minha e eles estão aí afora competindo, trabalhando, que sinto que não tenho desculpas para ficar parado lamentando.


Você tem ajudado diversos atletas. Poderia citar alguns e de que forma você os auxilia?

Claro, os mais recentes são: Sabrina Custodio, Robson Santos, Adrielly e Vinicius. Auxilio primeiramente mostrando que a vida segue. Você não pode pensar que você se resume a uma perna ou a um braço. Não é porque você perdeu um membro que você vai deixar de ser você. O primeiro passo é a conscientização: você não vai ter seu pé de volta e por isso vai achar que acabou sua vida? A pessoa precisa querer, pois a estrutura está aí. Através da ADD, consigo treinamento físico, adaptação, próteses, convênios com várias entidades, mas o atleta precisa colaborar, senão não tem sentido, tudo é uma troca.

Você foi e é inspiração para muitas pessoas, com ou sem deficiência, esportista ou não, como se sente em relação a isso?

Me sinto feliz por saber que posso ser exemplo, mas reforço: depende de cada um.

Como e quando surgiu o interesse em ministrar palestras?

Percebi, com minha experiência que é possível reverter um quadro de depressão em puro sucesso. Não estou falando que é fácil perder um membro e tudo bem. Não é isso. É um ciclo que tem que ser superado, e eu superei com grande êxito, e é isso que tenho que passar para frente. O interesse em palestrar surgiu daí, da necessidade de passar a informação para frente, e consequentemente atingir outros públicos também.


O que é abordado na palestra?

Ela dura em média 45 minutos e o foco é motivacional, mostrando que barreiras e limites sempre são impostos por nós mesmos. Nós nos limitamos. Conto minha trajetória como atleta, falo de outros casos de superação, e termino abordando minha atuação como voluntário no trabalho junto com outros atletas amputados.
 
E quem tiver interesse, como faz para contratar?

Através da ADD, ou contato direto comigo (pauloal.ultra@gmail.com).



 
 
 

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