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02/05/2016
 
As mãos mágicas do Basquete Paraolímpico
Conheça um pouco mais sobre um esporte emocionante que ajuda deficientes na inserção social.

Conheça um pouco mais sobre um esporte emocionante que ajuda deficientes na inserção social e faz deles grandes atletas, com projetos que ajudam desde a infância até se tornarem atletas profissionais.

O basquete paraolímpico no mundo e no Brasil, como se desenvolveu, como sobrevive e quem são as crianças de um projeto que as transformou  em grandes atletas do esporte paraolímpico brasileiro.

O basquete paraolímpico ou basquete sobre rodas, começou nos Estados Unidos ao final da 2ª Guerra Mundial, em 1945, por soldados que foram feridos nas batalhas, mutilados e que tiveram lesões na coluna.

Logo ganhou espaço, outros cidadãos que tinham deficiência nas pernas ou na coluna encontraram no esporte uma maneira de fazer parte da sociedade esportiva. Com materiais precários, foram desenvolvendo o esporte e criando equipes e regras.

Nos Jogos Paraolímpicos de 1968 em Tel Aviv- Israel, a equipe nacional foi campeã dos jogos, sendo empurrada pela torcida que abraçou o esporte.

Veio a supremacia norte-americana, com inúmeras medalhas em torneios e paraolimpíadas, mas foram surgindo outros países que aumentaram a concorrência no esporte, Grã Bretanha -maior campeã do mundial de basquete sobre rodas-, Israel, Austrália -atual campeã- vieram e tomaram medalhas dos norte-americanos em campeonatos ao redor do mundo.

Mas e no Brasil? As ligas começaram a ganhar apoio e suporte nos anos 90, de maneira precária ainda, entretanto já era algum incentivo.

Por falta de patrocínios algumas equipes deixaram de existir, outras conseguiram, devido à insistência e a ajuda de colaboradores que viam com bons olhos o esporte.

Com isso a ADD(Associação Desportiva para Deficientes), viu a oportunidade de incluir crianças a fim de construir novos atletas, além do mais, utilizar o esporte como etapa de recuperação das crianças para que pudessem se sentir confortáveis perante a sociedade.

Eliane Miada, presidente da ADD, disse que batalha muito para conseguir patrocínio de empresas no estado de São Paulo, por meio da Lei de Incentivo ao Esporte e também pelo imposto de renda, para que empresas repassam dinheiro à instituição, a fim de ajudá-los com o projeto.

Junto com organizações que auxiliam crianças e adolescentes deficientes físicos, propôs aos jovens no Brasil, uma experiência de utilizar o esporte como etapa para os processos de utilização de próteses, apoios psicológicos e sempre com o objetivo de uma inserção saudável na sociedade.

Deu certo, os pais permitiram e hoje muitos desses jovens que na época do projeto tinham 8, 9 ou 10 anos hoje são atletas paraolímpicos profissionais, representam a seleção brasileira e conquistam medalhas em competições mundo afora, dentre eles, o nadador Daniel Dias, o maior atleta paraolímpico da história do Brasil, com 10 ouros, 4 pratas e 1 bronze nos Jogos Paraolímpicos de Pequim e Londres

Um desses jovens, é Daniel Ribeiro, 24 anos, atleta profissional de basquete paraolímpico pelo Magic Hands- Esperia, equipe de Santo André- Grande SP. Sim! Atleta profissional, também possui parceiros que o auxilia em materiais esportivos (Rokbox Fitness), próteses (Marian Weiss) e com suplementos (Natural Extremo). Daniel é Ala/Armador em sua equipe.

Daniel conheceu o basquete sobre cadeiras pelo projeto da ADD, mencionado anteriormente. Morava em Minas Gerais, e pela AACD participou do projeto e gostou do esporte, fazendo dele seu trabalho. Capixaba que morou em Minas Gerais na infância e hoje vive em São Paulo, no alojamento do clube para atletas que não residem no estado.

Já disputou amistosos com a Seleção Brasileira de basquete paraolímpico, mas acredita que por ser novo, tem novas chances de convocações depois da Paraolímpiada.

Conversando com companheiros de equipe, afirmaram que o jovem tem um futuro promissor pelo Magic Hands e pela Seleção Principal de basquete Paraolímpico.

Uma criança que cresceu em meio ao esporte e que fez dele seu trabalho. Também cursa Redes, pela universidade que patrocina sua equipe, é bolsista e pensa no que fazer quando encerrar sua carreira.

Os atletas conseguem viver bem com o salário que o clube propõe, sem contar os auxílios que recebem do Governo que podem variar, dependendo dos campeonatos disputados e se forem com a Seleção também.

Levam uma vida normal, treinam e fazem faculdade, uma realidade diferente para outros clubes ao longo do Brasil.

O Magic Hands- Esperia, foi fundado em 1997, desde o últimos 4 anos foram campeões Nacionais 3 vezes consecutivas e 2 vezes campeões do Campeonato Paulista. Atualmente é o melhor clube do país segundo a CBBC (Federação Brasileira de Basquetebol em Cadeiras de Rodas). Por essa razão, sua equipe consegue patrocínio e bancar seus atletas, mantendo-os em nível profissional de alta performance. A ADD ambém auxilia o clube.

No sábado 16/04/16, fizeram sua primeira partida pelo Campeonato Paulista contra o ADES São Bernardo. Ganharam de 78X25.

Daniel fez a diferença no jogo, com quatro cestas de 2 pontos e 7 assistências que ajudaram na vitória.

Como todo esporte no Brasil, precisam de mais incentivo e visibilidade, para que possam construir uma liga mais forte e que equipes possam conseguir se manter ao longo da temporada.

O esporte, ajuda as pessoas de maneiras diversas, desde o deficiente até uma pessoa comum; a emoção atinge independente de qual seja modalidade e de quem a esteja praticando.

Vidas são transformadas através do esporte e por isso, esses atletas paraolímpicos devem ser mais valorizados na sociedade.

 

 



 
 
 

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